quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Inter UNESP de MPB - Ilha Solteira - 2007

A graça de toda essa ajuda que o universo nos dá, conspirando para que nossas vontades se realizem, termina sempre com pelo menos um sorriso. Ou, como no nosso caso, com muitos. Um pouco da beleza da sincronicidade se nota percebendo que, se por um lado ela é o mecanismo que a natureza usa para equilibrar o universo, por outro ela é o mecanismo dado pela natureza àqueles que contribuem com o universo, criando.

Essa é uma boa descrição dos louros que sentimos quando acaba tudo perfeito no final de uma ideia como essa de se tocar com amigos, envolvidos em pensamentos em um festival como o nosso Inter UNESP de MPB. Primeiramente, amigos, foi muito bom tocar com vocês.


Primeiro o sol já forte e empolgado do palco de sexta a tarde no Woodstock. Difícil aguentar o sol na nuca pra conseguir ouvir um pouco mais de perto todos aqueles sons novos e velhos. Bandas covers e\ou independentes. Isso faz o Woodstock. A noite, vento frio e monótono no show de Geraldo. Esquentado pelo nosso simpático e loko Raul. E ele estava lá! Hehheheeheh!!

Segundo a praia alternativa, já mais fresca mais ainda quente de sábado. Lotada de gente! Quem foi sabe o que é isso, oh: "O álcool domina minha mente!!!" (Nossa como é bom o MPB!) Agora, a noite... que que é isso!! Mundo Livre e Teatro Mágico! Sem muitos comentários, só que eu "*"amo"*" a arte!

E em terceiro lugar... o dia do grande show. Músicos confiando na música dos outros músicos. Um nervoso calmo da vontade de acertar as notas e tempos das músicas. Uma correria de leve pra ajeitar a melhor hora de se tocar. A alegria de subir no palco e ver aquele monte de gente que até então não estava dando bola pra agente, mas que eu já sabia que já já eles estaria pulando feito lokos. O momento relaxante de ajeitar seus instrumentos ao seu redor de modo prático e "massa" pro público. A satisfação de cada sorriso que era trocado entre os músicos durante os acertos das viradas "fundamentais". Pandeiro marcando. Cuica enfeitando. Chocalhos se debatendo. Um surdo ensurdecendo. As vezes, várias voses se transformando em uma. Um piano! Uma bateria dezossando. Um baixo grandioso completando a cozinha. Duas guitarras melodiando e granindo. Os metais fluido por de traz das minhas orelhas. Música. Por um momento 12 conciencias se movimentaram em pró da mesma harmonia.

A energia aqui colhida pelos doze músicos, fluirá por muito tempo ainda dentro deles. Em seus corpos, pelo tempo que sua memória e\ou sua idade permitir. Em essência, para sempre. No tempo e espaço, já está escrita. Nas nossas linhas do tempo. De quem tocou, de quem ouviu tocar e de quem ouviu falar.