quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Menestrel, de William Shakespeare.



“Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.


E você aprende que amar não significa apoiar-se.
E que companhia nem sempre significa segurança.


Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.


Aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.


Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…


E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.


Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.


Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.


Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.


Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa…
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas;
pode ser a última vez que as vejamos.


Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós,
mas nós somos responsáveis por nós mesmos.


Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que pode ser.


Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser,
e que o tempo é curto.


Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo…
mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.


Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão…
e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem, pelo menos, dois lados.


Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.


Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai
é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.


Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve
e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou.


Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.


Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não te dá o direito de ser cruel.


Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame
não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.


Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.


Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.


Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.


Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma,
em vez de esperar que alguém lhe traga flores.


E você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.


E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.”



Performance Teatral: O MENESTREL

Intérprete: Moacir Reis


sábado, 12 de abril de 2008

Magia (Sincronizar)

80% do corpo humano é feito de Água.
78% da atmosfera é constituida de nitrogênio.
20% da atmosfera é constituida de oxigênio.
No deserto, de dia, a umidade relativa do ar varia em torno de 8% e 15%.
Isso quer dizer que falta entre 92% e 85% de vapor d'água para atingir a capacidade de retenção total do ar e começar a chover.
A vida nesse planeta se constituiu de organismos baseados na água, contidos em invólucros suficientemente satisfatórios para nós, focos de inteligência individual dotados de um grande conhecimento dentro das quatro primeiras dimensões (1ª: vida / consciência, 2ª: sentidos / sentimentos, 3ª: mente / forma, 4ª: tempo), dominarmos a obtenção de experiências diretamente da 5ª dimensão (5ª: alma / espírito).

Uma magia é acessada no momento em que se mantém vinculadas, no instante presente, as cinco dimensões. No momento em que o Eu, fonte inteligente individual de um universo de possibilidades, sentindo o universo através de uma infinidade de sinais essências, uns mais sutis e outros mais concretos, age no campo da forma universal, ou seja, no pensamento construindo um novo universo de formas ou, exemplificando, tece uma linha de pensamento capaz de unir em um instante um objetivo essencial (vida), um sentimento (sentido), uma forma (objeto). Através do tempo (4ª dimensão), essa criação interage com o campo da alma (5ª dimensão). Assim, ocorre uma junção de todas as primeiras dimensões da vida. Isso leva a um alinhamento. Várias dimensões acima não citadas se interagem, possibilitando ao Eu agir de forma extraordinária, diante das ainda pequenas possibilidades que nos propõe a atual forma de vida. Resumindo: se faz Magia.

Exemplo: Tomando um banho, livra-se dos pensamentos, entrando em sintonia com a água que cai sobre a cabeça. Fria. Esse sentimento domina. O objetivo do momento é limpeza, em todos os níveis (a água é o nosso elemento, lembra-se?). O frio vira uma dimensão dentro dos sentidos. Assim, a sensação térmica de retirada de energia envolve todas as dimensões do ser (Eu). Estando em um universo, o Eu agi. Levantando a forma, o pensamento de que diluídas nessa energia levada pela água, são levadas as energias residuais que estão incrustadas no corpo, seja as gerados por excessos, ou por linhas de pensamentos obscuras, por acontecimentos inesperados, todas as formas de energias que geram um “acumulo” dentro de nossos corpos sutis. O universo fica pré-disposto a oferecer tal serviço. Assim, na dimensão do tempo, o universo cumpre o que nos foi combinado desde a criação.

Nossa vontade é Lei.

Assim, obtém-se Dele tudo o que desejas e faz-se com Ele tudo o que queres.
Só o que falta é pedir direito.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Amor III (Humildade)

A humildade é a virtude que nos protege da vaidade. Ela nos dá o sentimento exato da nossa fraqueza, da nossa modéstia, do respeito, da nossa pobreza de conhecimento, da reverência, da submissão. Quem possui tal virtude aprende melhor com o silêncio que existe entre as frases por testemunhá-las. Sebe o quanto ainda tem para escalar por se conhecer, o que lhe possibilita enxergar os que estão mais alto. A humildade é aquilo que nos faz ter a medida do necessário sem pecar pelo excesso ou sofrer pela falta. De modo prático, a humildade como guia de medida das ações, gera a liberdade para agir no campo do altruísmo sem que o ego gere preocupações. Ela nos faz aceitar aquilo que nos cabe percebendo a intrínseca justiça das coisas. E para tal, tem como companheiro fundamental a certeza de que o equilíbrio será alcançado. É verdade que o escândalo é necessário, mas pobre é aquele que o incita.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Amor II (Indulgencia)


A indulgencia ainda é um corolário do "Amor ao próximo". O detentor de tal virtude jamais julga mais severamente do que julgaria a si mesmo. Menos ainda condena em outro o que nele se desculpa. Essa é das virtudes, a mais rara de se presenciar nos dias de hoje em que a clarividência sobre a vida dos outros é tão utilizada em detrimento da análise dos próprios erros. Nobres e abençoados são os que se empenham em cultivar essa face tão clara do Amor universal pois essa é uma das melhores ferramentas de polimento do nosso próprio destino. Da mesma forma como agimos com os "filhos do universo" o universo agi conosco. Ser brando para com os erros alheios é ter abrandado a pena dos próprios erros.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Sábios Conselhos

"O corpo astral tem os seus desejos - dúzias deles; ele quer que sintas fome, digas palavras ásperas, sintas ciúme, ambiciones dinheiro, invejes as posses alheias, cedas à depressão. Ele quer todas estas coisas, e muitas outras, não porque deseje prejudicar-te, mas porque aprecia vibrações violentas, e aprecia variá-las constantemente. Mas tu não queres nenhuma destas coisas, e portanto deves discriminar entre as tuas vontades e as do teu corpo.

Teu corpo mental quer pensar em si mesmo como orgulhosamente separado, quer pensar muito em si mesmo e pouco nos outros. Mesmo quando tiveres te retirado das coisas do mundo, ele ainda tenta calcular para si mesmo, fazendo-te pensar em teu próprio progresso, em vez de pensares na obra do Mestre e na ajuda aos outros. Quando meditares, ele tentará fazer com que penses nas muitas coisas que ele quer, em vez de na única coisa que tu queres. Tu não és esta mente, mas ela é tua para teu uso; assim, novamente é necessária a discriminação. Deves vigiar sem trégua, ou falharás."

Obrigado, Jiddu Krishnamurti.

O Amor I (Caridade)

O Amor é algo ainda intangível pelo sentimento de todos em seu pleno significado. Tão estranho às experiências normais deste planeta que sua aplicação é, até hoje, extremamente falha.
Visto que todos fazem certo por fazer o que lhes foi concebido como "o melhor a se fazer", existe um abismo conceitual dentro do senso comum de todas as nações do globo. Caso contrário se existisse uma nação que utilizasse o puro conceito do Amor, certa nação seria exemplo incontestável para a ação de todos, tão grandiosa seria a harmonia conquistada assim como a esplendida noção de justiça adquirida.
Ainda temos a necessidade de analisar, chafurdar dentro dos nossos conceitos a fim de descobrir essa pedra preciosa, o puro significado do Amor. Assim agindo, concebemos algumas formas do amor, derivadas do que vislumbramos ser sua essência pura onde, dentre outras formas ainda a se descobrir, cito a Caridade, a Indulgência, a Humildade, a Paciência, o Devotamento, a Abnegação, a Resignação e o Sacrifício.

--- I ---

Caridade é o conceito que engloba todo o "amor ao próximo como a si mesmo". Em todo linha filosófica metafísica, tem-se como máxima a idéia da extrema sabedoria do Tao, de Deus, do Universo, do Cosmo... de forma que o fardo que nos é colocado nos ombros em vida nunca excede nossa capacidade de carrega-lo, assim cada dificuldade que se nos apresenta tem, por essência, a possibilidade de ser transpassada. O universo é perfeito. Como negar-se ao auxílio quando o universo nos escolhe como a melhor forma para equilibrar suas energias? Por isso, não há sentido em negar-se a um minuto de atenção. Atenção para auxiliar se assim for racionalmente justo ou, simplesmente, para ceder um minuto de atenção. Dai vem a responsabilidade, pois aqui entra a sabedoria. Aquele que pouco tem aprimorado o conhecimento, pouco preparado está para realmente ajudar. Um conselho que tem como fonte um pré-conceito existente de forma despercebida acaba por dificultar o caminho de quem se quer ajudar. Assim como aquele que ajuda sem se questionar e ter certeza da necessidade, muitas vezes acaba, sem se dar conta, por manter na escuridão aqueles que se utilizam da misericórdia alheia como meio de vida.

A Caridade está no favor feito a um amigo, no interesse em ouvir, por alguns minutos, os problemas que afligem a um outro, no envolvimento com as soluções dos problemas que envolvem um grupo, na calma que se retira do fundo da alma para conseguir impedir que a raiva tome conta do tom de voz quando se ouve acusações infundadas de um conhecido, amigo do dia a dia ou não, no respeito para com a realidade de qualquer um, na escolha de palavras mais simples ao se falar de coisas difíceis para o entendimento de quem se ouve, na consideração da pessoa e não da posição. Agir assim é ser tratado assim.

Para se cultivar a Caridade, necessita-se da perfeita compreensão de que “todos somos Um” e que os acontecimentos de nossas vidas são simples reflexos das intenções que estão por traz dos nossos atos e das conseqüências para com a vida alheia. Sem exceções. Sendo assim, a Caridade engloba todas as demais virtudes anteriormente citadas. Como corolários do Amor. Ela, como qualquer virtude, atinge a todos no alcance de sua influência. Assim, a forma mais imediata de se praticar a Caridade e o próprio Amor é com quem se vive. No dia a dia. Como qualquer virtude que se almeje conquistar.

...