A indulgencia ainda é um corolário do "Amor ao próximo". O detentor de tal virtude jamais julga mais severamente do que julgaria a si mesmo. Menos ainda condena em outro o que nele se desculpa. Essa é das virtudes, a mais rara de se presenciar nos dias de hoje em que a clarividência sobre a vida dos outros é tão utilizada em detrimento da análise dos próprios erros. Nobres e abençoados são os que se empenham em cultivar essa face tão clara do Amor universal pois essa é uma das melhores ferramentas de polimento do nosso próprio destino. Da mesma forma como agimos com os "filhos do universo" o universo agi conosco. Ser brando para com os erros alheios é ter abrandado a pena dos próprios erros.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O Amor II (Indulgencia)
A indulgencia ainda é um corolário do "Amor ao próximo". O detentor de tal virtude jamais julga mais severamente do que julgaria a si mesmo. Menos ainda condena em outro o que nele se desculpa. Essa é das virtudes, a mais rara de se presenciar nos dias de hoje em que a clarividência sobre a vida dos outros é tão utilizada em detrimento da análise dos próprios erros. Nobres e abençoados são os que se empenham em cultivar essa face tão clara do Amor universal pois essa é uma das melhores ferramentas de polimento do nosso próprio destino. Da mesma forma como agimos com os "filhos do universo" o universo agi conosco. Ser brando para com os erros alheios é ter abrandado a pena dos próprios erros.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Sábios Conselhos
"O corpo astral tem os seus desejos - dúzias deles; ele quer que sintas fome, digas palavras ásperas, sintas ciúme, ambiciones dinheiro, invejes as posses alheias, cedas à depressão. Ele quer todas estas coisas, e muitas outras, não porque deseje prejudicar-te, mas porque aprecia vibrações violentas, e aprecia variá-las constantemente. Mas tu não queres nenhuma destas coisas, e portanto deves discriminar entre as tuas vontades e as do teu corpo.
Teu corpo mental quer pensar em si mesmo como orgulhosamente separado, quer pensar muito em si mesmo e pouco nos outros. Mesmo quando tiveres te retirado das coisas do mundo, ele ainda tenta calcular para si mesmo, fazendo-te pensar em teu próprio progresso, em vez de pensares na obra do Mestre e na ajuda aos outros. Quando meditares, ele tentará fazer com que penses nas muitas coisas que ele quer, em vez de na única coisa que tu queres. Tu não és esta mente, mas ela é tua para teu uso; assim, novamente é necessária a discriminação. Deves vigiar sem trégua, ou falharás."
Obrigado, Jiddu Krishnamurti.
Teu corpo mental quer pensar em si mesmo como orgulhosamente separado, quer pensar muito em si mesmo e pouco nos outros. Mesmo quando tiveres te retirado das coisas do mundo, ele ainda tenta calcular para si mesmo, fazendo-te pensar em teu próprio progresso, em vez de pensares na obra do Mestre e na ajuda aos outros. Quando meditares, ele tentará fazer com que penses nas muitas coisas que ele quer, em vez de na única coisa que tu queres. Tu não és esta mente, mas ela é tua para teu uso; assim, novamente é necessária a discriminação. Deves vigiar sem trégua, ou falharás."
Obrigado, Jiddu Krishnamurti.
O Amor I (Caridade)
O Amor é algo ainda intangível pelo sentimento de todos em seu pleno significado. Tão estranho às experiências normais deste planeta que sua aplicação é, até hoje, extremamente falha.
Visto que todos fazem certo por fazer o que lhes foi concebido como "o melhor a se fazer", existe um abismo conceitual dentro do senso comum de todas as nações do globo. Caso contrário se existisse uma nação que utilizasse o puro conceito do Amor, certa nação seria exemplo incontestável para a ação de todos, tão grandiosa seria a harmonia conquistada assim como a esplendida noção de justiça adquirida.
Ainda temos a necessidade de analisar, chafurdar dentro dos nossos conceitos a fim de descobrir essa pedra preciosa, o puro significado do Amor. Assim agindo, concebemos algumas formas do amor, derivadas do que vislumbramos ser sua essência pura onde, dentre outras formas ainda a se descobrir, cito a Caridade, a Indulgência, a Humildade, a Paciência, o Devotamento, a Abnegação, a Resignação e o Sacrifício.
--- I ---
Caridade é o conceito que engloba todo o "amor ao próximo como a si mesmo". Em todo linha filosófica metafísica, tem-se como máxima a idéia da extrema sabedoria do Tao, de Deus, do Universo, do Cosmo... de forma que o fardo que nos é colocado nos ombros em vida nunca excede nossa capacidade de carrega-lo, assim cada dificuldade que se nos apresenta tem, por essência, a possibilidade de ser transpassada. O universo é perfeito. Como negar-se ao auxílio quando o universo nos escolhe como a melhor forma para equilibrar suas energias? Por isso, não há sentido em negar-se a um minuto de atenção. Atenção para auxiliar se assim for racionalmente justo ou, simplesmente, para ceder um minuto de atenção. Dai vem a responsabilidade, pois aqui entra a sabedoria. Aquele que pouco tem aprimorado o conhecimento, pouco preparado está para realmente ajudar. Um conselho que tem como fonte um pré-conceito existente de forma despercebida acaba por dificultar o caminho de quem se quer ajudar. Assim como aquele que ajuda sem se questionar e ter certeza da necessidade, muitas vezes acaba, sem se dar conta, por manter na escuridão aqueles que se utilizam da misericórdia alheia como meio de vida.
A Caridade está no favor feito a um amigo, no interesse em ouvir, por alguns minutos, os problemas que afligem a um outro, no envolvimento com as soluções dos problemas que envolvem um grupo, na calma que se retira do fundo da alma para conseguir impedir que a raiva tome conta do tom de voz quando se ouve acusações infundadas de um conhecido, amigo do dia a dia ou não, no respeito para com a realidade de qualquer um, na escolha de palavras mais simples ao se falar de coisas difíceis para o entendimento de quem se ouve, na consideração da pessoa e não da posição. Agir assim é ser tratado assim.
Para se cultivar a Caridade, necessita-se da perfeita compreensão de que “todos somos Um” e que os acontecimentos de nossas vidas são simples reflexos das intenções que estão por traz dos nossos atos e das conseqüências para com a vida alheia. Sem exceções. Sendo assim, a Caridade engloba todas as demais virtudes anteriormente citadas. Como corolários do Amor. Ela, como qualquer virtude, atinge a todos no alcance de sua influência. Assim, a forma mais imediata de se praticar a Caridade e o próprio Amor é com quem se vive. No dia a dia. Como qualquer virtude que se almeje conquistar.
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Visto que todos fazem certo por fazer o que lhes foi concebido como "o melhor a se fazer", existe um abismo conceitual dentro do senso comum de todas as nações do globo. Caso contrário se existisse uma nação que utilizasse o puro conceito do Amor, certa nação seria exemplo incontestável para a ação de todos, tão grandiosa seria a harmonia conquistada assim como a esplendida noção de justiça adquirida.
Ainda temos a necessidade de analisar, chafurdar dentro dos nossos conceitos a fim de descobrir essa pedra preciosa, o puro significado do Amor. Assim agindo, concebemos algumas formas do amor, derivadas do que vislumbramos ser sua essência pura onde, dentre outras formas ainda a se descobrir, cito a Caridade, a Indulgência, a Humildade, a Paciência, o Devotamento, a Abnegação, a Resignação e o Sacrifício.
--- I ---
Caridade é o conceito que engloba todo o "amor ao próximo como a si mesmo". Em todo linha filosófica metafísica, tem-se como máxima a idéia da extrema sabedoria do Tao, de Deus, do Universo, do Cosmo... de forma que o fardo que nos é colocado nos ombros em vida nunca excede nossa capacidade de carrega-lo, assim cada dificuldade que se nos apresenta tem, por essência, a possibilidade de ser transpassada. O universo é perfeito. Como negar-se ao auxílio quando o universo nos escolhe como a melhor forma para equilibrar suas energias? Por isso, não há sentido em negar-se a um minuto de atenção. Atenção para auxiliar se assim for racionalmente justo ou, simplesmente, para ceder um minuto de atenção. Dai vem a responsabilidade, pois aqui entra a sabedoria. Aquele que pouco tem aprimorado o conhecimento, pouco preparado está para realmente ajudar. Um conselho que tem como fonte um pré-conceito existente de forma despercebida acaba por dificultar o caminho de quem se quer ajudar. Assim como aquele que ajuda sem se questionar e ter certeza da necessidade, muitas vezes acaba, sem se dar conta, por manter na escuridão aqueles que se utilizam da misericórdia alheia como meio de vida.
A Caridade está no favor feito a um amigo, no interesse em ouvir, por alguns minutos, os problemas que afligem a um outro, no envolvimento com as soluções dos problemas que envolvem um grupo, na calma que se retira do fundo da alma para conseguir impedir que a raiva tome conta do tom de voz quando se ouve acusações infundadas de um conhecido, amigo do dia a dia ou não, no respeito para com a realidade de qualquer um, na escolha de palavras mais simples ao se falar de coisas difíceis para o entendimento de quem se ouve, na consideração da pessoa e não da posição. Agir assim é ser tratado assim.
Para se cultivar a Caridade, necessita-se da perfeita compreensão de que “todos somos Um” e que os acontecimentos de nossas vidas são simples reflexos das intenções que estão por traz dos nossos atos e das conseqüências para com a vida alheia. Sem exceções. Sendo assim, a Caridade engloba todas as demais virtudes anteriormente citadas. Como corolários do Amor. Ela, como qualquer virtude, atinge a todos no alcance de sua influência. Assim, a forma mais imediata de se praticar a Caridade e o próprio Amor é com quem se vive. No dia a dia. Como qualquer virtude que se almeje conquistar.
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